Recordando Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo foi um dos grandes escritores brasileiros do final século XIX, sendo reconhecido como uma das figuras máximas do movimento naturalista. Conhecido por obras como “O Cortiço” (1890) e “Casa de Pensão” (1884), Azevedo adaptou ao Brasil o estilo de prosa que vinha de França, de nomes como Émile Zola, desenvolvendo numa descrição crua das realidades sociais, em um estilo inovador para a época. O escritor, que desenvolveu também uma carreira na diplomacia, foi um dos sócios-fundadores da Academia Brasileira de Letras.

O que poucos recordam foi seu percurso como pintor, algo que queremos lembrar aqui.

O artista maranhense foi recordado em um artigo recente publicado no site Escola e Educação, versado em temas escolares, acadêmicos e de cultura geral.

Estudou pintura no Rio de Janeiro

Nascido em 1857, Azevedo começou por estudar em sua cidade natal, São Luís, antes de se mudar para o Rio de Janeiro, aos 19 anos, onde viveu com seu irmão. É nesta fase que se revela seu talento para o desenho e a pintura, uma inclinação que de resto já trazia de sua infância. O futuro escritor pinta e faz também caricaturas e desenhos para jornais – uma profissão importante em uma época distante do moderno tratamento digital da imagem. Essa é, de resto, uma porta que se abre para o futuro romancista iniciar sua relação com o jornalismo.

Aluísio Azevedo esteve matriculado na antiga Academia Imperial de Belas Artes e pensou mesmo em ir estudar para Itália, mas não havia dinheiro para tanto. Em breve, não haveria dinheiro nem para estudar no Rio de Janeiro; seu pai morreu e Aluísio voltou para São Luís para sustentar sua família. Em breve se iniciou nos jornais locais e depois na escrita de romances – e a pintura ficou pelo caminho.

O Brasil perdeu um pintor, mas ganhou um grande escritor.